Mirror’s Edge

(PS3, Xbox 360, PC)

Quando a gente imagina que o mundo dos games, apesar de estar em constante evolução, continuaria nos trazendo “mais do mesmo”, eis que surge Mirror’s Edge.

Enfim um game que nos apresentou um tipo diferente de jogabilidade e imersão em sua  história e ambientação, sem a necessidade de ficar rebolando na frente da TV. 😉

O game possui uma ambientação futurista, num estilo “cyberpunk light” onde toda a informação é controlada pelo sistema, fazendo com que existam os runners, uma espécie de entregadores de mensagens contratados para “facilitar” a comunicação. De maneira geral, a atividade dos runners é, apesar de ilegal, deixada  de lado pela polícia, até que um incidente envolvendo a irmã da protagonista, Faith, dá início a uma série de perseguições, enquanto ela tenta desvendar o que está realmente acontecendo e quem está por trás de tudo.

A história, na verdade, é bem fraquinha, tentando criar um clima de suspense ou passando uma falsa impressão de profundidade ao universo no qual está inserida. Mas isso não chega a ser um problema, uma vez que qualquer desculpa pra sair pulando de prédio em prédio, utilizando uma boa variedade de movimentos baseados em Parkour, é válida nesse caso.

Ok, mas então é só isso? Um game em que a protagonista utiliza movimentos estilizados como andar pelas paredes, saltar de grandes rampas, deslizar sob obstáculos a fim de alcançar seus objetivos? Prince of Persia já fazia isso… claro, mas não através de “visão em 1ª pessoa”. 😮

Todo o game é vivido através da perspectiva visual de Faith, fazendo com que realmente nos sintamos em seu lugar ao realizar suas acrobacias e movimentos de combate corpo a corpo contra os adversários.

Pois é, coisa linda mesmo… o realismo da movimentação é tão grande e tão frenético, que chega a dar tontura em determinados momentos, como quando se efetuam rolamentos ao cair de alturas maiores ou quando se tem que buscar rapidamente um ponto por onde passar nas desesperadoras fugas da polícia, olhando de um lado para outro enquanto se está correndo em grande velocidade.

Um jogo muito interessante, que possui como contras apenas três coisas: possui uma história que deixa um pouco a desejar, apresenta pequenos bugs (como ficar enroscado em “cantos invisíveis”) e é relativamente curto. Ainda assim mantém uma sobre-vida se considerarmos alguns extras disponíveis e a possibilidade de  participar do ranking online das corridas em Time Trials.

Analisando especificamente a versão lançada para o PS3 (não conheço a plataforma  do X360 ou o game no PC), ele possui uma grande quantidade de troféus a serem conquistados através do cumprimento de determinadas exigências (como boa parte dos games para o console), como “realizar 15 desarmamentos com sucesso”, “terminar um capítulo sem disparar uma arma”, além de coisas mais complexas como, por exemplo, “terminar um capítulo sem receber nenhum tiro” ou ainda “terminar o jogo sem disparar nenhuma arma”… ou seja, depois de acabar o jogo e considerando o alto nível de divertimento proporcionado por ele, ainda podemos ralar um pouco para conquistar esses itens. Além da existência um mapa adicional e muito interessante que pode ser baixado gratuitamente através da PSN para executar Time Trials. 😎

 

Avaliação: 4/5

 

Confira mais algumas imagens:

 

 

   

 

 

Seguem abaixo alguns vídeos do jogo:

 

 

 

 

 

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LOST: temporada 5 – episódio 10

LOST: s05e10 – “He’s Our You”

Infelizmente, não estou com muito tempo para um post detalhado analisando o episódio, mas posso dizer que foi um episódio bacana, apesar de não mostrar grandes fatos novos, exceto pelo final surpreendente.

 

*AVISO: CONTÉM SPOILERS*

Este novo capítulo foi centrado em Sayid e aproveitou para explicar, através do já clássico recurso de flashbacks na série, o que houve com ele desde que parou de trabalhar para Ben fora da ilha e como acabou no vôo 316 da Ajira Airways.

Sem muitos segredos, deixou uma grande surpresa para o impressionante final. Porém não acredito que a teoria apresentada por Faraday (e por onde anda ele?) seja alterada neste momento: “O que aconteceu, aconteceu”. Por sinal, esse é o título do próximo episódio, e portanto é mais provável que Ben se recupere e que o acontecimento em si ajude ainda mais na formação de seu caráter.

E vocês, o que acharam??

 

Confiram abaixo, o trailer do episódio da semana que vem:

LOST: s05e11 – “Whatever Happened, Happened” Promo (Legendado em Português)

LOST: temporada 5 – episódio 9

LOST: s05e09 – “Namaste”

Mais um belo episódio que esclareceu algumas questões que vinham sendo levantadas com relação ao destino de todos personagens envolvidos desde o início da temporada. Até o momento, com exceção dos episódios de estréia, que eu achei um pouco fracos na época, esta temporada tem sido extremamente interessante, sem muito espaço para “encheção de linguinça”. Muito bom… 😀

 

*AVISO: CONTÉM SPOILERS*

Um episódio relativamente simples, mas que esclareceu, entre outras coisas, onde (e quando) cada um dos Oceanic 6 “caiu”. Sayid está em 1977, assim como Jack, Kate e Hurley, mas enquanto estes últimos conseguiram se “infiltrar” na vila da Iniciativa Dharma graças a mais um inspirado improviso de Sawyer, o iraquiano foi capturado, confundido com um Outro.

E dessa vez, pudemos ter certeza de que os conflitos amorosos entre o quarteto Jack-Kate-Sawyer-Juliet serão inevitáveis (algo que tava mesmo na cara). Além dos conflitos entre Jack e Swayer como os líderes do grupo, que agem de formas tão diferentes, como explicado pelo próprio sr. LaFleur, que tem se saído bem ao manter todos vivos.

Também foi mostrado como ocorreu o acidente com o avião da Ajira Airways, comprovando que Sun, Ben, Locke, Lapidus e o restante dos sobreviventes desse vôo se encontram 30 anos no futuro, no ano de 2007, e em uma das ilhas menores, ao redor da ilha principal.

Também pudemos ver o jovem Benjamin Linus, uma aparição que não chega a ser surpresa, pois sabíamos que ela aconteceria, mas não tínhamos certeza de quando seria isso. Pra falar a verdade, nunca consegui “localizar” exatamente o período em que Benjamin chegou a ilha.

Além desses acontecimentos, houve a revelação de que o filho de Horace e Amy é Ethan, que posteriormente estaria envolvido nos estudos a respeito do problema de fertilidade das mulheres da ilha.

Como grande mistério desse episódio, temos apenas a “pessoa” que pode ser notada atrás de Sun, enquanto esta conversa com Christopher, na vila abandonada. Possivelmente se trate de Claire, apesar de que o cabelo parece ser um pouco mais escuro. De uma coisa podemos ter certeza: “aquilo” se mexendo ao fundo da cena não deve ser um erro de filmagem… 😀

Confiram o trecho em questão:

 

E aí, alguma idéia do que seja?? E os ruídos na mata, seria apenas o “monstro”?

Pois é, como sempre, LOST nos banqueteia com situações bem elaboradas e a trama vai se aprofundando ainda mais… o jeito é controlar a ansiedade e aguardar o episódio da próxima semana.

 

Confiram abaixo, o trailer do episódio da semana que vem:

LOST: s05e10 – “He’s Our You” Promo (Legendado em Português)

fale e fale… sem pagar NADA!

Bom… estamos aki denovo \o\

Este post é meio que um help… Imagine que você tem que mandar mensagens SMS para alguém, mas está zerado de créditos? Ou pior, você tem que falar com esta pessoa no celular e está na frente do seu PC… o que fazer? Mande torpedos de grátis pra ele pela internet  8D

Fui apresentado recentemente para o http://www.torpedogratis.net/, site simples, claro, objetivo e principalmente… QUE FUNCIONA!!!

Fiz testes com todas as operadoras, e todas funcionaram.

*ficadica* expressão de blog classica XD

Por hoje é só pessoal!

Lavatory – Lovestory (2007)

Ainda não consegui assistir a todos os curtas de animação que concorreram ao Oscar 2009, apenas ao vencedor do prêmio “La Maison en Petits Cubes”, “Presto” e “Lavatory – Lovestory”.

Como mencionei na observação ao fim do post sobre o Oscar, a produtora de “La Maison…” solicitou a retirada de todas as cópias do filme que estavam disponíveis no YouTube, o que é uma pena, já que esse tipo de trabalho dificilmente chega ao público em geral (esceto no caso da Pixar, que sempre exibe seus curtas em conjunto com os longas do ano).

Entre os três que assisti, realmente “La Maison…” é o melhor, pois é um trabalho que apresenta uma sensibilidade maravilhosa, com uma técnica aparentemente simples e uma trilha excepcional, que nos faz refletir sobre a nostalgia da passagem do tempo… de todos os importantes momentos pelos quais passamos durante nossas vidas e que não voltam mais. Ainda vou dar um jeito de upar novamente na rede.

Para aqueles que ainda não viram, segue abaixo a animação russa “Lavatory – Lovestory”, de Konstantin Bronzit, que concorreu este ano. A história é bem bacaninha e muito bem executada, mas qualquer outro comentário que eu faça a respeito dela poderia estragar o final. 😉

 

Lavatory – Lovestory (Ubornaya istoriya – lyubovnaya istoriya) – (2007)
(assistam em HD)

 

Watchmen: O Filme (2009)

Ok… vou aproveitar a “pausa” em LOST e postar alguma coisa diferente… senão vão achar que este é mais um blog “especializado” na série… 😉

No último fim de semana, tive a oportunidade de assistir Watchmen: O Filme (Watchmen), um dos filmes mais esperados do ano e que já se tornou o filme com censura acima de 17 anos com estréia no maior número de salas da história, nos EUA… e devo admitir que também estava muito ansioso pela estréia, tanto quanto preocupado, afinal se trata da mais ambiciosa e arriscada adaptação direta de uma história em quadrinhos para o cinema, considerando que a obra escrita por Alan Moore e ilustrada por Dave Gibbons é uma das mais importantes séries em quadrinhos já escrita, ao lado de “Sandman” (de Neil Gaiman) e “O Cavaleiro das Trevas” (de Frank Miller), e uma das poucas obras dessa mídia a ser reconhecida como “obra literária”.

A história se passa em uma “realidade alternativa”, em que os EUA venceram a Guerra do Vietnã e Nixon continua como presidente nos anos 80, durante o período de maior tensão da Guerra Fria. No passado dessa realidade, algumas pessoas normais (sem nenhum tipo de poderes sobre-humanos) decidiram se transformar em vigilantes mascarados, como uma referência, inclusive, à própria era de ouro dos quadrinhos. 

Cerca de 30 anos após o surgimento desses heróis, a população se revoltou contra eles, em função de uma greve geral dos agentes policiais, que afirmavam que a atuação desses vigilantes atrapalhava o bom andamento do trabalho dos representantes da lei. Por esse motivo, através de um decreto governamental, a atuação dos vigilantes passa a ser considerada ilegal, exceto para aqueles que trabalhassem para o governo.

Passados 20 anos desde o decreto, o ex-vigilante conhecido como Comediante é morto, o que impulsona o paranóico Rorschach,  único vigilante que continua na ativa, a iniciar uma investigação a respeito de um possível “assassino de mascarados”.

Felizmente, Zack Snyder não exagerou tanto na artificialidade estética quanto parecia… pelo contrário, buscou (assim como na obra original) conferir um tom mais realista e sombrio ao visual do filme e às situações apresentadas, desde o complexo caráter psicótico de Rorschach, à ambiguidade sexual de Ozzymandias. 🙂

Porém devemos considerar que o filme não é perfeito, principalmente em função de alguns aspectos que, sinceramente, me incomodaram ao longo da projeção: a péssima seleção de músicas e o exagero no “gore”. E quando digo que “incomodaram”, é porque realmente me incomodoram enquanto assistia… quem já assistiu filme comigo sabe como reajo a algumas coisas. 😉

De maneira geral, a trilha até que se encaixa bem às situações, mas em algumas delas não passa aquilo que deveria, seja a urgência ou importância do momento ou mesmo o peso dramático e emocional que deveria ter.

Além disso, existe a “mania” de Snyder de incluir cenas de violência exagerada que, embora funcionem bem em um filme como “300”, ficaram um pouco deslocadas pela maneira gratuita como foram incluídas neste, como se isso fosse um pré-requisito para que um filme seja considerado “adulto”.

Ainda assim, um dos maiores problemas que a adaptação enfrentava era mesmo a questão da quantidade de informação em relação ao tempo de duração, que foi contornado de maneira muito satisfatória em pouco mais de 2h30 de filme. Snyder e os roteiristas conseguiram manter a maioria dos eventos centrais do original, sem deturpar a história como ocorreu em outra adaptação de uma HQ de Alan Moore, “V de Vingança”, conferindo aos personagens toda a profundidade necessária para justificar suas relações. Mesmo a alteração do final não foi prejudicial, deixando a resolução com o mesmo teor e “significado” do original, apenas com algumas adequações (ainda mais se considerarmos a impossibilidade de explicar tudo aquilo que levava ao evento final dos quadrinhos).

Enfim, um óitmo filme, extremamente bem desenvolvido e que vale muito a pena ser visto… 😀

Avaliação: 4/5

 

* AVISO: CONTÉM SPOILERS *

Quatro dessas situações que me deixaram extremamente descontente com a escolha da música:

  •  o enterro do Comediante;
  • o momento da revolta da população;
  • a cena “romântica” (sexo mesmo) entre Dan e Laurie na nave;
  • o ataque do Dr. Manhattan no Vietnã, embalado pela música de “Apocalypse Now”…

POOOOODRE!!!

Filmes que andei assistindo…

Nossa… quero mesmo escrever um post sobre Watchmen e, se possível, Quem quer ser um milionário… dois filmes que gostei muito, mas que deixaram um pouco a desejar…

No caso de Watchmen, quando foi liberado clipe com a cena da luta na prisão, alguns dias antes do lançamento oficial do filme, fiquei muito desapontado pela plasticidade exagerada da cena, assim como havia ficado ao ver um clipe de 300 (outro filme do mesmo diretor), em uma situação parecida.

A luta em Watchmen apresentava uma coreografia ainda mais artificial que as apresentadas em 300, mas procurei evitar que isso influenciasse demais em minhas espectativas. No caso de 300, apesar de não ter gostado da cena “solta”, gostei muito do filme e, dentro do contexto estético da obra, ela se encaixou muito bem… 🙂

Por falar em espectativas, aí está um problema… acho que, quanto menos criarmos epsectativas (boas ou ruins) em relação aos lançamentos (filmes, jogos, música, etc.), melhores serão as chances de um aproveitamento ideal da obra… mesmo que a gente saiba que é muito difícil não criá-las… 😉

De qualquer forma, sobre Watchmen devo postar algo, entre hoje e amanhã… tomaaaaaara… 

 

Peanutchmen o_O