LOST: temporada 5 – episódio 7

“The Life and Death of Jeremy Bentham”

Estou gostando bastante da 5ª temporada. Existem alguns episódios mais fracos, mas tudo vai se encaixando e está funcionando muito bem. Gostei bastante deste 7º capítulo, apesar de um defeito que já havia incomodado no 1º desta temporada. Por se tratar de um episódio que não levanta tantas questões e não avança muito na história( apesar de nos apresentar algumas respostas), não há muito o que falar sobre ele.

 

*AVISO: CONTÉM SPOILERS*

Basicamente o episódio acompanha a trajetória de Locke após o clarão e sua saída da ilha, ao acionar a engrenagem. Com a perna quebrada, Locke desperta em uma região desértica e é capturado por um grupo de homens que o levam a um tipo de acampamento, onde recebe tratamentos emergenciais. Pouco depois, é despertado por Charles Widmore, que logo de cara menciona o encontro que tiveram quando ainda era um jovem “outro” na ilha. Assim como Ben Linus, Charles Widmore também tem a capacidade de nos deixar sempre na dúvida sobre a sinceridade e veracidade daquilo que está falando, apesar de que, particularmente, acho que sempre acredito menos neste último. A partir desse ponto, Locke (sob a identidade de Jeremy Bentham) parte em busca dos ex-companheiros, na tentativa de convencê-los a voltar à ilha. 

Sabiamente, o roteiro não perde muito tempo com as reações de cada um à chegada de Locke ou com suas tentativas de persuadi-los, algo que seria uma perda de tempo, uma vez que já sabemos como eles voltarão. O diálogo entre Locke e Jack, mesmo que soe um pouco artificial, funciona muito bem ao nos  lembrar do grande ressentimento que este guardara até o fim 4ª temporada e crie o gancho para que Locke escreva o bilhete lido por Jack no avião.

Mas o mais imressionante deste episódio foi mesmo a atuação de Terry O’Quinn, no momento de fraqueza e derrotismo de John Locke (ainda que o suicídio de Locke tenha me parecido forçado e injustificado). Mas a intensidade da cena em que Ben o convence a não desistir de sua “missão”, buscando apenas algumas informações adicionais, para pouco depois matá-lo de forma brutal e a sangue-frio valeu o episódio.

Quanto ao detalhe que me incomodou tanto no 1º episódio desta temporada quanto neste, é a mania de tentar criar algum suspense através do artifício manjado de esconder o rosto do interlocutor, demorando execessivamente para revelar algo que todos nós JÁ SABEMOS…

 

Confiram abaixo, o trailer do episódio da semana que vem:

LOST: s05e08 – “La Fleur” Promo (Legendado em Português)

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Oscar® 2009

Cerimônia com algumas inovações e poucas surpresas na premiação
 

Com uma duração aproximada de 3h30, a festa de entrega da 81ª edição do Annual Academy Awards, o Oscar 2009, aconteceu em meio a algumas inovações em seu formato e estrutura, incluindo a alteração do padrão de entrega dos prêmios.

Nesta última edição, para as premiações de performance (melhor ator, melhor atrizmelhor ator coadjuvantemelhor atriz coadjuvante) foram escolhidos 5 vencedores em outros anos, incluindo os do ano passado, para a apresentação dos indicados e entrega do prêmio ao vencedor. A utilização desse esquema foi interessante, pois cada um dos indicados era apresentado por um dos convidados, fazendo com que todos os concorrentes recebessem uma pequena homenagem por estarem ali, através de bem humorados e/ou emotivos elogios.

Apesar dessa e algumas outras inovações no formato do evento, a festa correu de forma relativamente previsível, sem muitas surpresas (duas?) e com poucos momentos realmente emocionantes, a cerimônia acabou se tornando um tanto quanto enfadonha este ano.

Uma das melhores piadas da festa foi feita por Jack Black, que apresentou os indicados ao prêmio de melhor animação ao lado de Jennifer Aniston. Quando Aniston reclamava que as animações poderiam “acabar” com o trabalho dos atores, Black lhe diz que está ganhando muito dinheiro com elas. Ao ser questionado sobre como estava conseguindo isso, ele respode: “Ganho dinheiro fazendo as dublagens da Dreamworks e depois aposto nas premiações da Pixar”. Tenho quase certeza que o pessoal da Dreamworks não gostou muito da brincadeira, até porque, assim que abriram o envelope e confirmaram que o “Oscar goes to… WALL•E“, ele comemorou no palco. Black é impagável… 😀

Como não vi todos os filmes que concorriam este ano, não farei comentários mais detalhados a respeito de cada premiação, mas devo dizer que fiquei extremamente aliviado ao constatar que “O Curioso Caso de Benjamin Button” não ganhou mais do que 3 prêmios técnicos (que, ainda assim, poderiam ter sido dados a outros filmes). 😉

Como já era esperado, o filme de Danny Boyle, “Quem Quer Ser um Milionário”, levou 8 prêmios, das 10 categorias a que foi indicado, incluindo a de melhor filme e melhor diretor e, também como esperado, a família de Heath Ledger recebeu o prêmio de melhor ator codjuvante conferido a ele por seu Coringa, em “Batman – O Cavaleiro das Trevas”.  Segue abaixo,  a lista completa dos premiados:

Melhor Filme
Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Ator
Sean Penn – Milk – A Voz da Igualdade

Melhor Atriz
Kate Winslet – O Leitor

Melhor Ator Coadjuvante
Heath Ledger – Batman – O Cavaleiro das Trevas

Melhor Atriz Coadjuvante
Penelope Cruz – Vicky Cristina Barcelona

Melhor Diretor
Danny Boyle – Quem Quer ser um Milionário?

Melhor Roteiro Original
Dustin Lance Black – Milk – A Voz da Igualdade

Melhor Roteiro Adaptado
Quem Quer ser um Milionário?, Simon Beaufoy

Melhor Filme Estrangeiro
Departures (Japão)

Melhor Animação
WALL•E

Melhor Fotografia
Quem Quer Ser um Milionário?, Anthony Dod Mantle

Melhor Direção de Arte
O Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor Figurino
A Duquesa 

Melhor Documentário
Man on Wire

Melhor Documentário em Curta-Metragem
Smile Pinki

Melhor Montagem
Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Maquiagem
O Curioso Caso de Benjamin ButtonGreg Cannom

Melhor Trilha Sonora
Quem Quer Ser um Milionário?

Melhores Efeitos Visuais
O  Curioso Caso de Benjamin Button

Melhor Canção Original
“Jai Ho”, Quem Quer Ser um Milionário?

Melhor Curta de Animação
La Maison en Petits Cubes

Melhor Curta-Metragem
Spielzeugland (Toyland)

Melhor Edição de Som
Batman – O Cavaleiro das Trevas

Melhor Mixagem de Som
Quem Quer ser um Milionário?

 

Confiram abaixo, o vencedor do Oscar de melhor curta-metragem de animação (em duas partes):

(Pessoal, os videos foram retirados do ar no Youtube, por solicitação dos produtores… por enquanto, sem chance) 😡

Lost: temporada 5 – episódio 06

Mais um episódio impressionante, que avançou de maneira inesperada na história e apresentou novas perspectivas para diversos personagens. Gostei muito e devo dizer que esta temporada está compensando totalmente a espectativa criada em torno dela.

 

*AVISO: CONTÉM SPOILERS*

Próximo ao fim do episódio anterior, cheguei a comentar que fiquei um pouco decepcionado com o rumo que a história tomara, pois me pareceu que a volta dos “Oceanic 6” à ilha seria deixada para mais adiante, o que deveria gerar mais uma “enrolação” fora da ilha, que não vinha trazendo tantos eventos interessantes quanto os apresentados “dentro” dela. Pois foi aí que Lost nos pregou mais uma peça… 

O espetacular início do capítulo, que fez uma interessante referência ao episódio piloto, já foi impactante o suficiente… deu até aquela impressão de “peraí, será que perdi alguma coisa?”. Logo de cara, o episódio nos mostra a chegada de Jack, Hurley e Kate de volta à ilha, sem fazer qualquer menção à Sayid, Sun, Aaron, Ben ou Locke… Voltamos então 46 horas no tempo e alguns dos acontecimentos que antecedem a viagem dos protagonistas são apresentados a partir desse flashback.

Como sempre, os momentos em que Ben está presente se tornam os pontos fortes do episódio, além de contar com uma série de revelações que, ao mesmo tempo em que nos oferece algumas respostas, obviamente gera novos questionamentos.

Apesar deste capítulo ser um ótimo exemplar para esta nova fase da série, fiquei um pouco decepcionado com a sequencia que envolve a Sra. Hawking e sua explicação sobre como os “Oceanic 6” poderiam voltar à ilha. A teoria das “janelas” se encaixa razoavelmente bem à mitologia da ilha e suas viagens temporais, porém a necessidade de se criar um tipo de “coincidência” com  a viagem original do grupo, informando que essa seria a única forma de faze-los voltar me soou um pouco… hmmm… idiota… sério, até peço desculpas se ofendo alguém com essa observação, mas ficou tão… tão… forçado… que sinceramente me deixou um pouco chateado, principalmente se considerarmos as explicações dadas a outros fenômenos referentes à ilha.

Mesmo com esse pequeno deslize, o episódio funciona muito bem e gera um crescente clima de tensão a medida que o desfecho da viagem se aproxima, encerrando a sequência final com mais uma cena intrigante: Jin, com um uniforme da Iniciativa Dharma apontando um rifle aos ex-companheiros (com hífen?)…

Questões que devem ser respondidas em episódios futuros:

– o que houve com Aaron?
– como Hurley  ficou sabendo do vôo?
– o que houve com Sayid e qual a razão dele estar como preso naquele vôo?
– por que Jin está com o uniforme da Dharma?
– o momento do clarão no avião seria o mesmo em que Locke aciona a engrenagem?
– e a chegada dos  “Oceanic 6” à ilha foi na mesma época em que Faraday aparece na escavação da estação Cisne, também com uniforme Dharma?

Mais alguém sacou o que provavelmente aconteceu com Ben antes de sua ida ao aeroporto? Qual teria sido o “assunto pendente” que ele foi finalizar? 😉

Existem muitas outras questões a serem esclarecidas ao longo dos próximos 10 episódios (só?) desta temporada… e é exatamente por isso que Lost continua tão fascinante.

Vejam abaixo o trailer do próximo episódio (legendado em português):

“LOST: s05e07 – The Life and Death of Jeremy Bentham”

A arte da vetorização

A vetorização (vectorization) consiste em recriar  ou mesmo criar uma nova imagem a partir de linhas e traços. Isso pode ser feito em qualquer programa de criação gráfica (Ilustrator, InkScape, Corel, etc.)

A idéia é a seguinte, “refazendo” uma imagem, ela ganha mais qualidade. Como isso? Basicamente uma figura, quando salva ou mesmo postada na internet, ela fica pixelazida, isso facilmente comprovado (pegue uma imagem, ou mesmo 1 foto e amplie MUITO… o que você vai ver a partir de um ponto não é mais a forma, e sim quadradinhos, ou então pixels ^^). Vendo o outro lado, crie uma singela linha em um dos programas de criação que mencionei no começo, agora de quanto zoom quiser… ela nunca vai perder a forma, as bordas irão se arredondar até o zoom infinito, mantendo completamente a qualidade.

E o kiko tenho a ver com isso? XD seguinte… se você tiver uma imagem qualquer, e quiser ampliá-la, na hora que você apenas redimensionar, o programa criará pontos de cores similares nas áreas aumentadas, daí a sua imagem vai pro saco. Na propaganda seria a idéia pratica de se montar 1 outdoor… se você tem 1 imagem em 1 folha A4 não tem como ampliá-la, só se ela for vetorizada ;D (essa historia é a mesma em relação a megapixels de câmeras digitais e DPI de scanners… quanto mais qualidade, mais zoom ou ampliação você poderá dar na imagem que ela se manterá fiel a qualidade original…)

Pra fazer uma vetorização, primeiramente você precisa de uma imagem ou uma idéia bem definida. A construção é feita ponto a ponto, linha à linha, 1º por todo o contorno de TODAS as partes do desenho.(isso demora mooooito…mas eu particularmente considero qse que uma terapia). Quando o desenho estiver totalmente feito, aí vem a parte da frescura… cores e acertos, como espessura de bordas e outros detalhes.

Pra dar uma idéia, posto uma comparação(e sim, eu que fiz /o/).

A imagem da esquerda seria a imagem refeita, a da direita, a imagem original.(nesse exemplo o que falei dos pixels fica bem exemplificado…)

Aproveito também, pra que gostou da coisa, dar 1 passada no meu DeviantArt, que tem algumas coisas de vetorização (só tem isso lá xD).

Ladrão de Sonhos (1995)

A Cidade das Crianças Perdidas

A criatividade de Jean-Pierre Jeunet parece não ter limites ao criar mundos fantásticos em sua surrealidade e estranheza, ainda mais no período em que tinha Marc Caro como parceiro. Com uma ambientação semelhante à de “Delicatessen” (outro longa produzido pela dupla), Ladrão de Sonhos (La cité des enfants perdus) parece algo como uma visão moderna do ambiente criado no filme “Brazil”, de Terry Gillian, porém enquanto este último funcionava também como uma crítica à burocracia excessiva em nossa sociedade e o controle e utilização de informações de forma dominadora por um sistema ditatorial, o filme de Jeunet serve mais como exercício visual, uma viagem por um mundo de sonhos e pesadelos, esteticamente impressionante com suas fortes tonalidades de cores e contrastes.

Em uma torre no meio do oceano e cercada por um labirinto de minas aquáticas residem um cientísta que não consegue sonhar, uma anã, um cérebro “vivo” dentro de úma espécie de aquário e seis clones do “criador” de todos eles, que abandonou o lugar após perceber que todas suas criações resultavam desastrosas. Na esperança de curar seu mal, o cientista tenta roubar os sonhos de crianças que são raptadas e lavadas à torre, daí vem a desastrosa escolha para o infeliz título nacional do filme.

A história acompanha One, uma espécie de “gigante-não-muito-inteligente” interpretado por Ron Perlman, na busca por seu pequeno irmão adotivo que, assim como outras crianças da cidade, desapareceu nas mãos de estranhos seres conhecidos como “cyclops”. Para tal, One conta com a ajuda da jovem garotinha de rua Miette (Migalha), vivida pela absolutamente cativante Judith Vittet, que acaba desenvolvendo um amor pelo “gigante” que rivaliza com a pequena Matilda de “O Profissional”.

Apesar de diversos outros personagens excêntricos que povoam a cidade, os clones do “criador” interpretados pelo colaborar habitual de Jeunet, Domique Pinon, merecem destaque. Pinon possui uma capacidade incrível de utilizar suas caretas e expressões exageradas de maneira extremamente hilária, colocando as passagens com esses personagens entre algumas das melhores do longa.

Ainda que a estética de Ladrão de Sonhos se torne excessivamente plástica em determinados momentos, o filme é belíssimo e mesmo em suas situações mais grotescas podemos admirar a beleza do visual criado pelos dois imaginativos magos franceses.

Mais um filme altamente recomendado para aqueles que se cansaram um pouco dos enlatados despejados atualmente nas prateleiras das lojas e locadoras.

Avaliação: 4/5

Agora vai…

Hoje, sexta-feira 13, dia de sorte (?), estamos oficialmente inaugurando este blog…

Convidamos a todos para dividir este espaço com a gente… onde postaremos sobre filmes e animações, músicas, jogos, viagens e eventos, quadrinhos, livros e diversos outros assuntos que pareçam ter alguma relevância para uma vida mais bacana… ^_^

Nos comprometemos a mante-lo constantemente atualizado e esperamos poder contar com a participação de todos com sugestões, críticas, elogios e qualquer outra coisa que queiram nos mandar (sim, podem até nos xingar XD ), para que possamos debater sobre tantos assuntos interessantes e adquirir sempre um pouco mais de conhecimento e cultura…

Sei lá… é isso… e, como nós, tem mais gente comemorando este momento… \o/

 

Turma do Batman comemorando o My Mondo o' Mind

 

Grande abraço a todos e vamos lá…. /o/

 

My Mondo o’ Mind está no ar!!!

Agua de Annique

 A banda Agua de Annique, projeto solo da cantora Anneke van Giersbergen, está lançando seu novo álbum, “Pure Air”.

 

Pure Air (2009)

Agua de Annique: "Pure Air" (2009)

Anneke, ex-vocalista da banda holandesa The Gathering, onde permaneceu ao longo de 13 anos, obtendo grande reconhecimento e aprimorando seu estilo, formou o Agua de Annique em meados de 2007, logo após anunciar sua saída da antiga banda, vindo a lançar o disco de estréia, intitulado “Air”, ao final do mesmo ano.

 

Air (2007)

Agua de Annique: "Air" (2007)

O novo álbum tem músicas num estilo “semi-acústico” e contém algumas versões para canções de outros conjuntos/cantores como, por exemplo, The Blower’s Daughter (de Damien Rice) e Ironic (de Alanis Morissette).

Ao ouvir os álbuns do Agua de Annique, percebe-se que se trata de um projeto bem pessoal e muito harmonioso. Pra quem não conhece, posso dizer que a voz de Anneke é linda e vale, no mínimo, uma escutadinha… 😉

O que mais me motivou a publicar um post sobre ela, no momento, é o fato de que Anneke está com shows marcados para o Brasil, no início de março. Eu pretendo ir, e já vou garantir meu ingresso… =}

 

Pra quem se interessar em mais informações sobre os shows, clique aqui.